Estudo Dirigido Ermance Dufaux - Novembro 2013
Livro: Escutando Sentimentos
Wanderley de Oliveira
"O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo - capítulo V)
Pedagogia da Felicidade
"Nunca a humanidade mendigou tanta atenção e afeto.
Uma crise de autodesvalor, sem precedentes, assola multidões. Não se sentindo amadas, almas sem conta não conseguem superar os dramas da rejeição e os tormentos da solidão.
O sentimento de indignidade é o piso emocional das feridas seculares que causam a sensação de inferioridade, abandono e falência.
Agrilhoado pela ilusão do menor esforço, o homem busca a ilusão como sinônimo de paz.
Anseia-se pela felicidade como se tal estado da alma pudesse ser fruto da aquisição de facilidades e privilégios.
Somente com o tratamento lento e perseverante de tecer o manto protetor da segurança íntima, utilizando o fio do auto-amor, poderá renovar essa condição interior do ser humano.
Educar pra ser feliz é dar sentido à existência!
A primeira condição para se estabelecer um sentido à vida é o
exercício da singularidade. Descobrir seus próprios caminhos, lutar pelos seus
sonhos, celebrar sua diversidade aceitando suas particularidades, participar da
vida, se desligar de uma vida centrada no ideal e realizar-se no real.
A vida em si mesma não tem um sentido único, algo que se possa
definir através de padrões ou princípios filosóficos.
Esse 'sentido' é construído pelas percepções individuais sob as
lentes da singularidade humana que, a partir de diretrizes gerais, capacita-se
em seguir as suas rotas intuitivas.
Mas, nas frentes de serviços
doutrinários, esse exercício de singularidade tem se perdido em meio aos
padrões conceituais do que seja ‘certo e errado’.
Somos embarcados no movimento da
coletivização e uniformidade de conceitos, dando margem ao escasseamento do
estímulo para a diversidade e a individuação. Nesse contexto, frequentemente,
ideias criativas e condutas diferentes são acolhidas com desdém e ensejam a
indiferença.
Singularidade é saber qual música toca
em nosso íntimo.
É se permitir ouvi-la e respeitá-la!
O segundo ponto essencial na construção do sentido é desenvolver a
habilidade de superar o sofrimento.
O prazer de viver surge quando efetivamente entendemos as razões
de nossas dores e como superá-las.
É precioso entender que dor é diferente de sofrimento.
A dor existe para incitar a inteligência na descoberta de soluções
em nós mesmos.
O sofrimento é a resistência que criamos para não sentir a dor.
A grande lição nesse passo é descobrir as causas de um e do outro.
Outro ponto importante no reconhecimento da dor e/ou sofrimento é
perceber a dificuldade que temos em assumir a nossa fragilidade.
Quanta dificuldade em admitir nossa falibilidade!
Sentimo-nos pequenos e incompetentes a nos depararmos com as
batalhas não vencidas e/ou com as imperfeições não superadas.
Porta aberta para o sofrimento entrar e fazer morada!
Olho Vivo !!!
Nesse caminho da pedagogia de felicidade deve-se ter como objetivo
o auto-amor e a construção do ‘olhar de impermanência’.
Quem se ama dispensa a imponência das máscaras. É excelente
companhia pra si mesmo, desapega-se do controle e descobre o seu valor
pessoal na Obra da Criação.
Nesse
sentido é importante:
. Saber
quem somos e o que a vida espera de nós em nossa missão particular (exercício
de singularidade).
.
Superar as mensagens de desvalor e incapacidade vindas do inconsciente.
.
Conhecer os mecanismos punitivos da culpa e como superá-los.
.
Desenvolver a autonomia.
É
imperioso aprendermos a investigar o coração em busca do ‘mapa singular’ do Pai
à nossa jornada de aprimoramento.
Quem se ama, vive a maravilhosa experiência de sentir brotar em
sua alma, espontaneamente, uma cumplicidade poderosa com a vida.”
Beijocas carinhosas no coração de todos <3
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