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9 de dezembro de 2016

ESCÂNDALO DA MAÇONARIA Magistrados de MT aposentados pelo CNJ custam R$ 3,4 milhões por ano ao erário

Magistrados de MT aposentados pelo CNJ custam R$ 3,4 milhões por ano ao erário




A atuação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para punir desembargadores e juízes por atos ilícitos, um total de 48 magistrados em todo o país, atingiu em cheio o Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT) em 2010.

O ex-desembargador Mariano Alonso Ribeiro Travassos, presidente do tribunal, e outros nove integrantes da Corte estadual foram aposentados compulsoriamente em fevereiro daquele ano por beneficiar uma loja maçônica com recursos do órgão público. Foi o maior caso da história do conselho.

Os dez magistrados afastados custam em valores brutos mais de R$ 3,4 milhões por ano ao TJ-MT. Em valores líquidos, os vencimentos somam pouco mais de R$ 1,9 milhão.

As aposentadorias começaram a ser pagas após o CNJ concluir que três desembargadores e sete juízes da Corte mato-grossense desviaram mais de R$ 1,4 milhão do TJ-MT para a Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso.

O esquema consistia no pagamento indevido de verbas atrasadas e de devoluções de Imposto de Renda aos magistrados, que transferiam o recurso para loja.

Na época, inicialmente, os magistrados negaram o esquema e pediram a anulação do processo administrativo ao CNJ. O relator do caso no conselho, o ministro Ives Gandra Martins da Silva Filho, rejeitou o pedido.

Ele determinou a contratação da consultoria Velloso & Bertoni Ltda. para avaliar a folha de pagamento do TJ-MT. A empresa confirmou os desvios. A investigação colheu também depoimentos que comprovaram o recebimento de dinheiro do tribunal como se fossem pagamentos atrasados, posteriormente repassados à loja.

O esquema foi montado, de acordo com o CNJ, durante o exercício da presidência do TJ-MT pelo ex-desembargador José Ferreira Leite, entre 2003 e 2005. Nesse período, ele também era grão-mestre (alto dirigente) da loja -- somente em 2006 o CNJ proibiu magistrados de ocupar cargos nesse tipo de instituição, assim como Rotary, Lions, Apaes, ONGs, Sociedade Espírita, Rosa-Cruz etc.

Ele foi acusado pelo conselho de ter desviado sozinho mais de R$ 1,2 milhão no esquema para favorecer sua loja maçônica.

O desvio de recursos, de acordo com o CNJ, foi criado para cobrir prejuízos gerados pela falência de uma cooperativa de crédito, a Sicoob Pantanal (Cooperativa de Crédito Rural do Pantanal). A cooperativa havia sido criada por maçons.

Ives Gandra afirmou durante o julgamento, em 2010, que remeteria o caso ao Ministério Público para que "aqueles que tiveram participação ativa nesse esquema" viessem a "ter cassada a aposentadoria".

Passados mais de seis anos desde a decisão do CNJ, não houve qualquer condenação penal. A decisão da justiça comum é o único meio para suspensão dos vencimentos compulsórios, conforme prevê a Lei Orgânica da Magistratura.

O ex-desembargador Ferreira recebe a maior aposentadoria, com vencimento mensal de R$ 30,471 mil mensais em valor bruto e R$ 20,2 mil em valor líquido. As informações constam no Portal da Transparência do TJ-MT, que cumpre as resoluções 102/2009 e 151/2012 do CNJ para divulgar a folha de pagamento da Justiça.

Ele foi procurado para comentar o caso desde o dia 28, mas não houve contato, nem por telefone, nem por e-mail. O TJ-MT também não respondeu ao pedido de informação enviado pelo e-mail.  (Texto de Nivaldo Souza)

6 de maio de 2011

Verdadeira história da conquista da Delegacia Legal de Guapimirim ( 67 Delegacia de Polícia ).

AO GOVERNADOR SERGIO CABRAL E POPULAÇÃO DE GUAPIMIRIM.


Nos anos de 2007/2008 o Conselho Comunitário de Segurança Pública de Guapimirim, atento as reivindicações da população do nosso município, elabora um abaixo assinado que contou com aproximadamente 1.100 assinaturas em uma população de 47.000 pessoas na época, solicitando as autoridades municipais e estaduais a implantação de Delegacia de Polícia em nosso território, (seguindo o modelo delegacia legal). Conseguimos em 2008 que a Câmara Municipal aprovasse e o Prefeito na época sancionasse o projeto Depois desta etapa seguimos a procura do Governo do Estado com nossa reivindicação, utilizando como ferramenta ofícios, pedidos de audiências e chá de espera.

Ano de 2009/2010 o BNDES libera uma linha de financiamento para o Governo Estadual construir 40 delegacias legais. Lá estava Guapimirim na nona posição. No inicio da obras o Conselho recebeu recomendação da coordenadoria do programa delegacia legal, para que acompanhássemos as obras. Fizemos muito mais, visitamos as obras semanalmente e fotografamos, cobramos da construtora os prazos e em seguida fazíamos relatório via email para a coordenadoria. Em dado momento a construtora não sabia se nós éramos fiscais ou auditores. A verdade que eles nunca, entenderam que somos os representantes da sociedade civil, exercendo a participação da cidadania.

Agradecemos ao governador Sergio Cabral por ter atendido aos pleitos da população de Guapimirim. Temos a clareza que o Conselho Comunitário de Segurança Pública de Guapimirim cumpriu com sua missão.

Entretanto, esta conquista da implantação da DL pertence ao povo de Guapimirim, principalmente aqueles que acreditaram no abaixo assinado.

A POPULAÇÃO DE GUAPI FOI CAPAZ DE CONQUISTAR ESTA VITÓRIA; ELA TAMBÉM SERÁ CAPAZ DE CONSTRUIR UMA NOVA HISTÓRIA.

Manoel Figueiredo, Presidente do CCSP de Guapimirim