Guapimirim é bela, uma cidade maravilhosa, uma referência em natureza e meio ambiente no nosso estado. Não queremos empresas estragando nossa natureza, nossas cachoeiras e nossos rios. Sim não queremos! O que não queremos. As empresas destruidoras ou não queremos empregos para população? Quem não quer. Nós cidadãos ou os que hoje administram e legislam em nosso município? Mas os jovens o que querem? Afinal temos que administrar nossa cidade para o futuro, em função dos jovens e das crianças.
Eu não quero empresas destruidoras. Quero sim! Empresas social e ecologicamente corretas, que não destruam nosso acervo natural, mas que gerem empregos e capacitem nossos adolescentes e jovens. “Proporcionando-lhes empregos logo ali na outra rua” a 15 minutos de sua casa.
Não quero nossa cidade cheia de empresas inundando nosso ar de gases e nossos rios de detritos químicos. Já bastam os monóxidos que receberemos do COMPERJ. Mas nosso município, pode se tornar uma cidade sede para empresas prestadoras de serviços. Não só para o complexo petroquímico que atuará com serviços terceirizados, como também, para outros empreendimentos e empresas que se instalarem no entorno.
A intenção pode até ser boa ao dar empregos, para mim é apenas curral eleitoreiro. Mas prefeitura é feita para administrar e não para ser cabide de empregos.
Nossa cidade do jeito que está, é perfeita para nós, os velhos. Principalmente os que já estão aposentados, que o querem é sossego, que gostam de ficar em casa assistindo televisão a cabo ou DVD e no domingo assistir ao jogo na TV e ficar estirado no sofá assistindo ao Faustão. Porém. Como a nossa cidade é para nossos jovens?
Tivemos um imbecil e intransigente que ocupou a cadeira de prefeito direta e indiretamente, e todas as principais secretarias ao mesmo tempo, administrando única exclusivamente ao seu gosto, com seus mandos e desmandos, que proibiu tudo o que os jovens gostam.Mas infelizmente o marketing forte e caríssimo e ignorância velada o idolatraram e impediram que o povo percebesse isso.
Nossas crianças e adolescentes precisam de educação de boa qualidade, eventos culturais, diversão e lazer ao seu gosto e em concordância com seu tempo, e sua época, os jovens precisam de cursos de capacitação, empregos em empresas privadas no próprio município e principalmente de diversão ao seu gosto. Por um exemplo: não sou muito chegado ao Funk, tem um ou outro que até aprecio. Mas são poucos. Mas os jovens adoram. Foi arbitrariamente proibido pelo Idiota do Posto sob a alegação de que os jovens faziam arruaças. Não cabia a prefeitura proibir e sim fiscalizar e cobrar com rigor para que os promotores dos eventos cumprissem todas as medidas e procedimentos legais e de segurança. Quantos bailes a Furacão 2000 realiza por semana. Qual o saldo de vandalismo. Os jovens querem Furacão, querem eventos de musicas eletrônicas e outros mais. Querem diversão e lazer. Precisam de esportes normais e radicais. Precisam sentir emoções prazerosas.
Nada melhor que eventos ecológicos e radicais para desenvolvermos uma consciência verdadeiramente ambiental e ecológica.
Desafio a qualquer um, a perguntar aos jovens o que eles querem. Desafio aos vereadores e aos administradores, a consultarem os jovens, os adolescentes e as crianças, o que eles esperam de nosso município o que querem e esperam de nós e para o futuro.
Jovem quer diversão, diversão e arte, jovem quer estudo, cultura diversão e arte, jovem quer ser escutado, jovem quer participar, diversão e arte. Mesmo que essa arte e diversão seja o Funk.
Nós os de quarenta pra cima, eu tenho cinqüentão, somos de uma geração que tinha como consciente comum, o bem individual, posição social, destaque e independência financeira. Os jovens do Século 21 têm como consciente comum o bem coletivo. Empreender em função de vários. Tomemos como exemplo o João Felipe Scarpellini lá de Santos/SP que desenvolveu um projeto comunitário e hoje aos 24 anos trabalha na ONU implanto seu projeto pelo mundo em comunidades carentes. Ou outros jovens, que através de seus projetos, desenvolveram Bibliotecas comunitárias, Telecentros comunitários (Lan House populares), bancos populares ou cursos de informáticas para população de baixa renda entre outros.
O jovem de Guapimirim não é diferente dos demais, apenas não encontra apoio por parte do poder público. Eu acredito no jovem de Guapimirim, em seu potencial. Creio que com incentivo por parte do governo e das ONGs, eles chegarão muito longe.
A partir de 2013 precisaremos de uma administração e de um legislativo, voltado para os jovens. Que atue em função deles, para eles e com a participação deles.
Precisamos de uma administração que apóie incentive a realização de eventos, mas pelo amor de Deus! Que não se meta a promovê-lo. Deixando esta tarefa para os promotores de eventos gerando emprego e renda, para eles mesmos e gerando emprego e renda para os que eles contratarem. Prefeitura é para administrar e não para organizar festas. Existem profissionais especializados nisso e que precisam trabalhar e desenvolver com muito mais competência. A prefeitura cabe apenas fiscalizar. Entenderam Lenir e Tiazinha lá da prefeitura.
Por hoje é só.
Abaixo transcrição na integra de matéria exibida no Fantástico de 19/06/2011.
Assista a matéria exibida pelo Fantástico clicando no link abaixo.
Assista a matéria exibida pelo Fantástico clicando no link abaixo.
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1665253-15605,00.html
Para 76% dos jovens, Brasil está mudando para melhor
Qual é o grande sonho dos jovens de hoje? O que eles querem da vida? O que esperam do futuro do país? Uma grande pesquisa trouxe as respostas.
Qual é o seu sonho? 2,9 mil jovens, entre 18 e 24 anos, responderam essa pergunta nos últimos meses. Eles participaram de uma pesquisa feita em 173 cidades de 23 estados do Brasil. A pesquisa se chama "Sonho Brasileiro".
“Estudar a juventude é conhecer a sociedade e poder pensar na sociedade e de pensar, inclusive, nos seus rumos”, afirma a antropóloga Regina Novaes.
Nos anos 50 e 60, o objetivo dos jovens era acabar com a caretice do mundo. Eles queriam mais liberdade. Nos anos 70, o inimigo era a ditadura. A meta: fazer a revolução. Nos anos 80 e 90, o sonho ficou mais individualista: carreira, dinheiro, sucesso. E o que quer para o futuro o jovem de hoje?
Segundo a pesquisa, o jovem de hoje não é individualista. Ele quer sim melhorar e transformar o mundo em que vivemos. Acontece que ele quer fazer isso sem deixar de ganhar o seu próprio dinheiro, sem abrir mão de ter sua independência financeira. Então, o ideal para o jovem de hoje é conciliar trabalho e transformação social.
Alguns já fazem isso. Segundo a pesquisa, 8% dos jovens são transformadores. Gente que ganha o sustento transformando o mundo para melhor. Como você imaginaria o fundador de um banco? “É o nosso banco. Pode ver que não tem, graças a Deus, nenhuma porta giratória”, conta Thiago Vinicius, de 22 anos.
O banco trabalha com um dinheiro que parece de mentira: o Sampaio, uma moeda paralela que circula na comunidade do bairro de Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. “Para pessoa física, para população, eles emprestam sem juros para consumo de mercadorias", explica um comerciante.
A dona de uma barraca de madeira pegou um empréstimo e fez uma reforma. Hoje, ela vende os temperos na barraca reformada e aceita o Sampaio como moeda de troca, normalmente. “É como dinheiro. E depois que a barraca foi reformada vem muito mais gente. Eles falam: ‘como mudou’”, conta a dona da barraca.
“Aos 40 anos de idade eu vou estar na comunidade vivendo com prazer e qualidade de vida, isso que a gente vem buscando”, diz Thiago.
A pesquisa aponta que 77% dos jovens acreditam que seu bem-estar depende do bem-estar da sociedade onde vivem. Aos 13 anos, João Felipe Scarpelini disparou e-mails para organizações de todo o planeta falando: “‘Meu nome é João, tenho 13 anos e eu quero mudar o mundo, me ajuda’. Só cinco pessoas responderam. E dessas cinco, todas falavam mais ou menos a mesma coisa: ‘Você é muito novo pra fazer a diferença’”.
João começou a conectar jovens com ideias boas e jovens com boas intenções. “Quando eu percebi, eu já tava vivendo 100% do tempo fazendo isso e era isso que me fazia feliz e acabou virando minha profissão”, conta.
Hoje, aos 25, ele trabalha na ONU e já ajudou a mudar o mundo em 41 países. Usa e ensina um método que ele próprio inventou. Uma espécie de jogo para estimular mudanças. “A gente tem sete dias pra mobilizar essa comunidade e pra tentar descobrir qual é o sonho da comunidade e construir esse sonho”, explica João.
Recentemente, colocou o plano em ação em sua cidade natal, Santos, no litoral paulista. “Esse espaço era um lixão, era um matagal e a gente fez um trabalho pra comunidade receber um centro comunitário”, conta.
A pesquisa mostra também que 74% dos jovens disseram estar preocupados em fazer algo pelo coletivo no dia a dia. Um belo dia, Bruna mudou de emprego. “Eu fazia um trabalho legal, eu cresci bastante, aprendi um monte de coisa, mas ali era muito focado na indústria, no que eles faziam, no consumo”, diz Bruna.
Saiu da multinacional e ajudou a criar um site de consumo colaborativo, onde se cadastram coisas que podem ser recicladas, trocadas ou alugadas. “As pessoas podem utilizar o mesmo produto várias vezes, um mesmo produto por várias pessoas, evitando um consumo exagerado de uma coisa que vai ficar parada na sua casa”, afirma.
“Nós nunca tivemos tantos jovens que tenham disposição de olhar mais em torno de si do que no momento atual. Os pessimistas não vão acreditar nisso nunca, mas é isso que as pesquisas têm mostrado”, completa a antropóloga.
Segundo a pesquisa, 76% acreditam que o Brasil está mudando para melhor.
“Estudar a juventude é conhecer a sociedade e poder pensar na sociedade e de pensar, inclusive, nos seus rumos”, afirma a antropóloga Regina Novaes.
Nos anos 50 e 60, o objetivo dos jovens era acabar com a caretice do mundo. Eles queriam mais liberdade. Nos anos 70, o inimigo era a ditadura. A meta: fazer a revolução. Nos anos 80 e 90, o sonho ficou mais individualista: carreira, dinheiro, sucesso. E o que quer para o futuro o jovem de hoje?
Segundo a pesquisa, o jovem de hoje não é individualista. Ele quer sim melhorar e transformar o mundo em que vivemos. Acontece que ele quer fazer isso sem deixar de ganhar o seu próprio dinheiro, sem abrir mão de ter sua independência financeira. Então, o ideal para o jovem de hoje é conciliar trabalho e transformação social.
Alguns já fazem isso. Segundo a pesquisa, 8% dos jovens são transformadores. Gente que ganha o sustento transformando o mundo para melhor. Como você imaginaria o fundador de um banco? “É o nosso banco. Pode ver que não tem, graças a Deus, nenhuma porta giratória”, conta Thiago Vinicius, de 22 anos.
O banco trabalha com um dinheiro que parece de mentira: o Sampaio, uma moeda paralela que circula na comunidade do bairro de Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. “Para pessoa física, para população, eles emprestam sem juros para consumo de mercadorias", explica um comerciante.
A dona de uma barraca de madeira pegou um empréstimo e fez uma reforma. Hoje, ela vende os temperos na barraca reformada e aceita o Sampaio como moeda de troca, normalmente. “É como dinheiro. E depois que a barraca foi reformada vem muito mais gente. Eles falam: ‘como mudou’”, conta a dona da barraca.
“Aos 40 anos de idade eu vou estar na comunidade vivendo com prazer e qualidade de vida, isso que a gente vem buscando”, diz Thiago.
A pesquisa aponta que 77% dos jovens acreditam que seu bem-estar depende do bem-estar da sociedade onde vivem. Aos 13 anos, João Felipe Scarpelini disparou e-mails para organizações de todo o planeta falando: “‘Meu nome é João, tenho 13 anos e eu quero mudar o mundo, me ajuda’. Só cinco pessoas responderam. E dessas cinco, todas falavam mais ou menos a mesma coisa: ‘Você é muito novo pra fazer a diferença’”.
João começou a conectar jovens com ideias boas e jovens com boas intenções. “Quando eu percebi, eu já tava vivendo 100% do tempo fazendo isso e era isso que me fazia feliz e acabou virando minha profissão”, conta.
Hoje, aos 25, ele trabalha na ONU e já ajudou a mudar o mundo em 41 países. Usa e ensina um método que ele próprio inventou. Uma espécie de jogo para estimular mudanças. “A gente tem sete dias pra mobilizar essa comunidade e pra tentar descobrir qual é o sonho da comunidade e construir esse sonho”, explica João.
Recentemente, colocou o plano em ação em sua cidade natal, Santos, no litoral paulista. “Esse espaço era um lixão, era um matagal e a gente fez um trabalho pra comunidade receber um centro comunitário”, conta.
A pesquisa mostra também que 74% dos jovens disseram estar preocupados em fazer algo pelo coletivo no dia a dia. Um belo dia, Bruna mudou de emprego. “Eu fazia um trabalho legal, eu cresci bastante, aprendi um monte de coisa, mas ali era muito focado na indústria, no que eles faziam, no consumo”, diz Bruna.
Saiu da multinacional e ajudou a criar um site de consumo colaborativo, onde se cadastram coisas que podem ser recicladas, trocadas ou alugadas. “As pessoas podem utilizar o mesmo produto várias vezes, um mesmo produto por várias pessoas, evitando um consumo exagerado de uma coisa que vai ficar parada na sua casa”, afirma.
“Nós nunca tivemos tantos jovens que tenham disposição de olhar mais em torno de si do que no momento atual. Os pessimistas não vão acreditar nisso nunca, mas é isso que as pesquisas têm mostrado”, completa a antropóloga.
Segundo a pesquisa, 76% acreditam que o Brasil está mudando para melhor.
ESCLARECIMENTO
O "método" descrito pelo entrevistado João Felipe Scarpelini é, na verdade, a ferramenta de apoio à realização de sonhos coletivos Jogo Oasis, desenvolvido pelo Instituto Elos. O instituto atua com trabalhos sociais e com a formação de jovens para ações sociais há mais de 10 anos. A atividade realizada na comunidade Tiro Naval, em Santos, foi a sexta edição do programa Guerreiros Sem Armas, também do Instituto Elos. Na ocasião, o Jogo Oasis e a metodologia Elos foram aplicadas em três comunidades por João Felipe e outros 63 participantes. O programa Guerreiros Sem Armas é citado na pesquisa Sonho Brasileiro como exemplo de inovações que os jovens têm realizado no mundo.
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